IMPORTA QUE ELE CRESÇA e que eu diminua

Depois disto, foi Jesus com seus discípulos para a terra da Judéia; ali permaneceu com eles e batizava. Ora, João estava também batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas, e para lá concorria o povo e era batizado. Pois João ainda não tinha sido encarcerado. Ora, entre os discípulos de João e um judeu suscitou-se uma contenda com respeito à purificação. E foram ter com João e lhe disseram: Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, está batizando, e todos lhe saem ao encontro. Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor. O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. Convém que ele cresça e que eu diminua (Jo 3:22-30 [ARA]).

INTRODUÇÃO

Quando nos reunimos diante da Mesa do Senhor, somos tomados por vários sentimentos, tais como: 1) Adoração; 2) Alegria; 3) paz; 4) esperança e, 4) fé no Cristo ressurreto que voltará.

Também, diante da mesa do Senhor, somos chamados à glorificar Àquele que era, que é e que há de vir por nós; e, fazemos isso à medida que reconhecemos nossa dependência d’Ele e posicionamento em relação a Ele.

A cada dia que passa vemos homens atraindo pra si o que é de Cristo por direito: a glória e o louvor. Como disse o apóstolo Paulo aos romanos: “… Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças…” Rm 1:20-21.

Esta passagem narra uma pequena discussão (preocupação) dos discípulos de João Batista quanto há uma ocasião em que Jesus e seus discípulos estavam também estavam batizando nas águas. Certa contenda se levanta pelos discípulos de João Batista por conta disse, ao ponto de levarem esta informação a ele de que Jesus e os discípulos também estavam batizando e todos lhe saiam ao encontro de Jesus.

O que nos chama atenção nesta passagem não é a discussão dos discípulos de João Batista ou quem poderia ou não batizar; mas, a postura e resposta que João dá sobre isso.

Podemos tirar muitas lições sobre esta passagem; principalmente porque ela diz muito sobre nós mesmos e tem muito a nos ensinar. Vejamos:

A exemplo de João Batista, como podemos agir de maneira que a glória seja dada devidamente à Cristo, mesmo sendo nós, arautos e instrumentos nas mãos de Deus?

I. JOÃO BATISTA TINHA TODAS AS PRERROGATIVAS PARA ATRIBUIR GLÓRIA PARA SI MESMO; PORÉM, PREFERIU RECONHECER QUE A GLÓRIA PERTENCE A OUTRO. POR EXEMPLO:

  1. Era o único e último profeta do Novo Testamento, Mt 11:13;
  2. Tinha poder e autoridade em suas palavras, que por sua vez, provocava arrependimento nas pessoas, Mt 3:1-2;
  3. Foi enviado para uma missão importante no seu tempo, Mt 3:3;
  4. Teve a oportunidade de Batizar Jesus Cristo, Mt 3:13;
  5. Presenciou e testemunhou a confirmação de Deus-Pai em relação ao Filho durante o Batismo de Cristo, Mt 3:16-17;
  6. Teve a honra e o privilégio de receber uma comitiva composta por sacerdotes e levitas de Jerusalém afim de conhecê-lo melhor, João 1:19.

Aplicação

Embora João Batista tivesse todas estas prerrogativas que o destacava com louvor de todos em sua época, há algo particular em seu caráter que o distinguia dos demais. Por exemplo:

  1. João Batista reconhecia que o propósito de sua existência na terra estava no fato de que Jesus, o Cordeiro de Deus, fosse por ele apresentado, João 1:20-23, 31;
  2. João Batista reconhecia que mesmo tendo todas essas prerrogativas, ainda assim, o seu ministério precedeu o ministério público de Jesus, uma vez que Cristo Jesus, sendo eterno, já existia antes de João, João 1:15, 30;
  3. João Batista reconhecia sua condição muito menor e inferior diante do Cordeiro de Deus, João 1:25-27;

Assim também deve ser a visão que temos de nós mesmos diante do Cordeiro de Deus, pois só assim teremos condições de nos curvar diante d’Ele como servos livres, mas que se prostram em reconhecimento da bondade, graça e amor d’Aquele que tem todo o poder e autoridade sobre nós. A melhor posição que podemos almejar deve sempre ser a de um servo que serve com amor, honra e glória Àquele que o comprou com preço de sangue.

II. APÓS A CHEGADA DO MESSIAS E O INÍCIO DE SEU MINISTÉRIO NA TERRA, JOÃO BATISTA AINDA CONTINUA SERVINDO E TESTIFICANDO QUE CRISTO É DE FATO O FILHO DE DEUS, MESMO TENDO TODAS AS PRERROGATIVAS DE ALGUÉM QUE SE DESTACOU DOS DEMAIS EM SEU TEMPO.

  1. João Batista, com o surgimento do Messias, não deixou de servir, João 3:23;
  2. João Batista, mesmo tendo cumprido sua missão de preparar o caminho para o Messias, não teve nenhum pensamento de rivalidade contra Jesus, João 3:26-27;

Isso aconteceu por dois motivos:

  1. João Batista sabia que seu lugar, que fora dado por Deus, não era o de Cristo, mas do precursor, João 3:28;
  2. João Batista sabia que sua posição não era a do Noivo, o qual atrairia pra si o povo de Deus – esta posição estava reservada a Outro; ele era apenas o amigo do Noivo, João 3:29.

Aplicação

Quantos de nós hoje, em nossas ações, queremos tomar o lugar do Noivo? Quantos de nós hoje nos vangloriamos por termos algum dom, embora vindo da parte de Deus? Quantos de nós hoje somos capazes de ter a mesma consciência de João Batista quando diz: “… O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada” João 3:27?

O apóstolo Paulo, outra figura importantíssima na história da igreja, disse certa vez aos coríntios: “Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?” 1Cor 4:7.

CONCLUSÃO

Embora tudo o que somos, tudo o que fazemos e tudo o que ainda iremos fazer nesta vida, precisamos ter a mesma mente do salmista quando diz:

Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnifico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres e o filho do homem, que o visites? Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe pudeste: ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares. Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Salmos 8.

Se em tudo isso ainda não for suficiente para atribuirmos glória somente a Deus e reconhecermos que nada somos, então, possamos repetir a mesma atitude de João Batista, que num momento que poderia requerer glória pra si, preferiu dizer: “Convém que ele cresça e que eu diminua” João 3:30.

Publicado por Pr. Luiz de Souza

Não ousaria me definir em frases prontas ou palavras que prefiguram alguém que ainda esta em construção. Vivo para que Deus seja conhecido e busco conhecer cada vez mais esse Deus. Minha gratidão é plena ao ser alcançado e resgatado por Jesus, e por isso vivo para que Ele cresça e eu diminua cada vez mais. Pois "A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo". [Ef 3.8]

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