INTERESSANTE OBSERVAR, n°4.

Naqueles dias, quando outra vez se reuniu grande multidão, e não tendo o que comer, Jesus chamou os discípulos e lhes disse: — Tenho compaixão desta gente, porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm o que comer. Se eu os mandar para casa em jejum, desfalecerão pelo caminho; e alguns deles vieram de longe. Mas os discípulos lhe responderam: — Como poderá alguém saciá-los de pão neste deserto? Então Jesus perguntou: — Quantos pães vocês têm? Eles responderam: — Sete. Então mandou o povo assentar-se no chão. E, pegando os sete pães, partiu-os, após ter dado graças, e os deu aos seus discípulos, para que estes os distribuíssem, repartindo entre o povo. Tinham também alguns peixinhos. E, abençoando-os, mandou que estes igualmente fossem distribuídos.
Marcos 8:1‭-‬7 NAA
https://bible.com/bible/1840/mrk.8.1-7.NAA

Jesus mais uma vez demonstra sua preocupação e compaixão com as pessoas, não apenas com suas necessidades espirituais, mas também aquelas momentâneas, porém importantes. Ele está sempre atento para todas as necessidades do povo. Isso me ensina que o Evangelho é completo em si mesmo; alcança o coração do necessitado como também suas demandas físicas, emocionais e etc.

Mas, o que de fato me chama atenção nesta passagem é quando Jesus, além de apresentar o problema para os discípulos (…tenho compaixão desta gente… não têm o que comer…), Ele didaticamente os conduz para se mobilizarem entre si para a solução do mesmo (…Quantos pães vocês têm?).

A impressão que tenho é que Jesus está sempre pronto para perguntar e levar seus discípulos responderem de maneira didática. Ele está sempre ensinando!

Essa é a segunda multiplicação dos pães, um ato milagroso de nosso Senhor; porém, mais uma vez Ele nos desperta para uma problemática que ainda hoje assola nossas igrejas e comunidades evangélicas: a falta de compaixão e disposição para contribuir e dispor nossos próprios recursos em favor de outros.

A multidão estava com fome; ela seguia Jesus em todos os lugares possíveis; ela sempre está precisando de alguma coisa: cura, libertação, consolo; e neste momento, de demonstração de compaixão. Pra isso Jesus precisava ensinar aos seus discípulos que é possível ajudar e contribuir com o pouco que tem. É possível, de baixo da bênção do Senhor, que nossos recursos sirvam para abençoar outros além de nós mesmos.

O apóstolo Paulo escreve sua carta aos Efésios e diz que aqueles cristãos deveriam trabalhar para ter o seu sustento de maneira honesta e assim, contribuir generosamente para ajudar os necessitados (Ef 4:28). Isto nos ensina que não devemos ser egoístas ao ponto de não nos importar com nossos irmãos na fé e muito menos negar nossos recursos em favor deles.

Enquanto os discípulos queriam despedir a multidão para que, em outras palavras, se virassem como pudessem para suprir suas necessidades, Jesus conduz seus discípulos para dispor dos recursos que estão ali para saciar a multidão.

O problema é que olhamos sempre para o “problema” e não nos movemos para resolve-los. Como alimentar uma multidão com apenas sete pães? Talvez essa quantidade fosse possível alimentar apenas os doze e Jesus; mas esse ‘pouco’ nas mãos de compaixão e debaixo da bênção do Senhor foi suficiente para a multidão; e sobraram sete cestos.

É difícil pensar em realizar um feito desse com pouco recurso disponível; mas, ao invés de não fazermos nada é melhor começarmos com esse ‘pouco’ que é fruto de compaixão e disposição do que não fazer nada.

Após a multiplicação, Jesus pede que os discípulos façam a organização e distribuição entre o povo, dando a eles a responsabilidade de ‘apascentarem’ (por assim dizer) as suas ovelhas.

Cristo conta conosco; a igreja espera nossa disposição em contribuir; o mundo necessita conhecer o amor de Deus em Cristo Jesus através de nós.

Se não há recursos, oremos a Deus para que envie a provisão; se os recursos são poucos, comecemos com eles, e Deus acrescentará e levantará outros corações caridosos e compassivos para ajudar.

Que Deus, o Pai, nos use para louvor da sua glória!

Em Cristo,

Pr. Luiz de Souza

Publicado por Pr. Luiz de Souza

Não ousaria me definir em frases prontas ou palavras que prefiguram alguém que ainda esta em construção. Vivo para que Deus seja conhecido e busco conhecer cada vez mais esse Deus. Minha gratidão é plena ao ser alcançado e resgatado por Jesus, e por isso vivo para que Ele cresça e eu diminua cada vez mais. Pois "A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo". [Ef 3.8]

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