A importância dos Dez Mandamentos

Êxodo 20.1-2

INTRODUÇÃO

Imagine um cruzamento de avenidas sem um sinal de trânsito. Um jogo de futebol sem um juiz. Uma viagem sem um mapa ou GPS. Uma sala de aula sem um professor. Um carro sem um motorista. Uma cidade sem as leis municipais. Um Estado sem um governador. Um país sem a constituição. Uma casa sem regras. Uma religião sem doutrina. Todas essas coisas sem suas respectivas lideranças ou regras, ficariam um caos terrível, trazendo consequências trágicas para os envolvidos.

Desta mesma forma, podemos pensar no cristianismo sem Jesus Cristo como cabeça da igreja (corpo). Poderíamos imaginar o caos maior que seria se Deus não tivesse estabelecido regras para o Seu povo; pois, mesmo com as regras ou os mandamentos que Deus estabeleceu, ainda assim, o caos aconteceu, imagine o que aconteceria sem os mandamentos.

As regras existem para trazer ordem, coerência, educação, obediência, submissão, reverência e respeito. Com o cumprimento das regras, podemos desfrutar dos benefícios que às trazem. Elas nos envolvem num estado de harmonia e gozo; de paz e alegria.

Quando se fala em Lei e Graça, logo vem à nossa mente – Antigo e Novo Testamento. Somos tentados a pensar que a Lei pertencia apenas ao Antigo Testamento, sendo consumada com a morte de Cristo na Cruz; e que, a partir de então, no Novo Testamento, a Graça de Deus prevalece sobre o Seu povo.

De fato, a lei foi “cumprida” em Cristo Jesus, mas não consumada. Elas ainda fazem parte de nossa vida neste mundo, não no aspecto principal do qual ela foi estabelecida no Antigo Testamento; pois, mesmo após a morte e ressurreição de Cristo, aqueles que estão em Cristo Jesus vivem na “lei da liberdade”, uma vez que ainda precisa estar numa observância dos decretos de Deus [Tg 1.25].

De fato, a graça de Deus foi “revelada” em Cristo Jesus quando a encontramos em Sua vida no Novo Testamento. Ela esteve presente sobre a criação de Deus desde o Éden, pois foi a graça de Deus que impediu Adão e Eva de serem exterminados da face da terra; assim como foi o descumprimento da Lei que os levou a serem expulsos do Éden e separados da glória de Deus.

De certa forma, temos a Lei e a Graça de Deus caminhando juntas em toda a Bíblia. Toda a história da redenção está alicerçada sob os pilares da graça e da lei. Na lei, somos levados a uma vida de obediência e temor. Por meio da graça, aprendemos a obedecer e temer, mesmo quando descumprimos a lei, pois a graça nos leva a reconhecer que não merecíamos o perdão, mesmo assim somos perdoados.

O que precisamos estar cientes diante disso é que, os mandamentos do SENHOR foram, são e sempre serão necessários para vivermos segundo a vontade d’Ele; desta forma, poderemos dizer: “… faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” [Mt 6.10b]. A vontade do Pai só será cumprida se estivermos no pleno conhecimento e prática da mesma; do contrário, não poderemos estar no centro de Sua vontade.

Os mandamentos não são penosos com um fim em si mesmo, como não são ruins para uma criança ter limites e regras dentro de um lar familiar. A questão é que, “cumprir regras” exigirá da pessoa submissão e disciplina. Uma vez que nos submetemos em obediência a uma pessoa, somos disciplinados a viver conforme está pessoa quer; eis então o propósito de Deus aos nos apresentar Seus mandamentos.

Deus, com os mandamentos, espera que façamos a sua plena vontade, não com pesar, mas com o sentimento de submissão ao seu senhorio e disciplina mediante a sua conduta. Desta forma podemos entender o que o Tiago quis dizer quanto à “lei da perfeita liberdade” é praticada por nós. Ela não nos submete a uma reverência imposta por um jugo penoso; mas, nos permite desfrutar de uma liberdade diante do cumprimento de Suas ordenanças. Esta liberdade está relacionada aos frutos de uma obediência.

Para entendermos melhor está colocação podemos nos apegar a imagem de alguém dirigindo seu carro no transito livremente porque está com sua CNH e documento do veículo (CRLV), perfeitamente licenciados e autorizados pelo DETRAN. Caso contrário, ele até poderia dirigir por aí sem a CNH e documentos obrigatórios do veículo; mas seria pego em algum momento e sofreria as punições estabelecidas pelo DETRAN aos transgressores.

O que permitiu o rapaz dirigir sem nenhuma restrição não foi a “sua vontade de dirigir por aí”, foi licença autorizada pelo órgão de trânsito ao condutor e veículo (CNH e CRLV).

Também podemos perceber isso no Éden. Adão tinha liberdade pra ir e vir quando, onde e como quisesse, no jardim; porém, a sua “liberdade” estava presa em “limites” estabelecidos por Deus. Esses limites existiam para, pelo menos, três atitudes importantes:

  1. PARA COM DEUS [Gn 2.16-17]. Deus estabelece normas para Adão cumprir. O cumprimento dessas normas significava que Deus era o seu Senhor e, portanto, Adão demonstraria submissão a esse Senhor.
  2. COM A CRIAÇÃO [Gn 1.28; 2.5, 15, 20]. Adão recebeu tarefas, como parte de suas funções do qual fora criado. A cultivação e frutificação da criação dependiam do cumprimento destas tarefas importantes.
  3. PARA SI [Gn 2.17; 3.17-19; 23-24]. A vida e bênçãos que Adão possuía eram frutos de uma postura de obediência e temor a Deus. Fazendo desta forma, Adão continuaria desfrutando das bênçãos de Deus, no jardim; e, também, a facilidade em adquirir seu sustento sem o “pesar” da labuta, embora tivesse que trabalhar continuamente.

A centralidade dos dez mandamentos está na parte inicial do capítulo 20 de Êxodo, onde Deus nos lembra do “por que” lhe devemos obediência: 1) Ele é o SENHOR; 2) Ele é o nosso Deus; 3) Ele nos livrou da escravidão; e, 4) Ele é o Deus Salvador e libertador.

CONCLUSÃO

Ao chegarmos a este entendimento, com relação às atitudes importantes ao cumprir os mandamentos, podemos concluir que:

  1. Os mandamentos são necessários para nossa relação com Deus; pois só seremos o que Deus quer que sejamos se buscarmos em Deus as respostas.
  2. Os mandamentos são necessários para nos colocar em uma direção correta para a qual fomos criados. Se o alvo de nossas vidas é uma vida eterna com Deus, então, devemos estar sob a luz da vontade de Deus.
  3. Os mandamentos são necessários para apontar nossos erros e nos proporcionar oportunidade de arrependimento.
  4. Os mandamentos são necessários para nos lembrar de que “ainda” somos limitados e precisamos se guiados, restringidos, acompanhados e santificados.
  5. Os mandamentos nos dizem que somos imperfeitos e que não conseguiremos estar no centro da vontade, em santidade, sem o cumprimento dos mesmos.
  6. A boa notícia para nós hoje é que, em Cristo Jesus, temos o cumprimento de todos os mandamentos. Somente n’Ele, podemos todas as coisas, inclusive – voltar à Deus. Amém!

Publicado por Pr. Luiz de Souza

Não ousaria me definir em frases prontas ou palavras que prefiguram alguém que ainda esta em construção. Vivo para que Deus seja conhecido e busco conhecer cada vez mais esse Deus. Minha gratidão é plena ao ser alcançado e resgatado por Jesus, e por isso vivo para que Ele cresça e eu diminua cada vez mais. Pois "A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo". [Ef 3.8]

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