A Responsabilidade humana e o ser de Deus [Gn 2.4-9, 15-17]

INTRODUÇÃO

Diante da majestade de Deus, nos deparamos com a sua perfeita criação dos céus e a terra; pois toda a terra está cheia da Sua glória [Is 6.3]. Também nos deparamos com a natureza humana, criação mais que perfeita de Deus. Além do mais, é apenas no homem que a imagem de Deus é expressa de forma semelhante; não em sua aparência, mas, no seu caráter.

Deus cria o homem a sua imagem e semelhança e o faz responsável por toda a criação que O fizera [Gn 2.15]. Essa criação deveria ser mantida e cultivada pelas mãos do homem mediante a capacitação de Deus. Não havia no homem nenhuma habilidade especial que o levasse a ter especial atenção da parte de Deus. O que havia nele era a ‘imagem’ de Deus e, ela o tornava um ser especial. Em nenhuma árvore ou animal foi colocada a imagem de Deus; apenas o homem é criado segundo a imagem e semelhança de Deus [Gn 1.27].

O homem não foi criado para ser mais ‘um’ em toda a criação de Deus; mas, para ser o “cultivador” da criação de Deus e principalmente de Sua ‘imagem’. O homem, ao ser criado, foi investido da imagem de Deus e capacitado para manter essa imagem de forma imaculada; pois tudo o que Deus fizera precisava ser ‘cultivado’; e, aquele do qual foi dirigida está responsabilidade, também lhe foi confiada uma imagem ou característica que também precisava ser mantida. É desta forma que vemos Deus olhando para a sua criação e dizendo “isso ficou bom”, e podemos entender que nossa responsabilidade diante de toda está perfeição é apenas “cultivar”.

Ao cultivarmos a beleza da criação de Deus, estamos mantendo intacta, a perfeição de Deus e exercendo nossa missão dada por Ele – nos mantermos em sua imagem e semelhança. Para entendermos melhor como isso acontece no campo da prática, temos então, os versículos 16 aos 17 deste capítulo de Gênesis.

Ao homem foi dada a responsabilidade de cultivar, no bom estado que foram criadas, todas as coisas; dar nomes aos animais [Gn 2.20]; lavrar o solo para que as plantas florescessem e brotassem seus frutos [Gn 2.5]; e, juntamente com sua esposa (mulher [v.18]), pudessem multiplicar-se, encher a terra e sujeita-la, ter domínio sobre todos os animais no céu, na terra e no mar [Gn 1.28].

Ao homem também foi dada a responsabilidade de cultivar a imagem de Deus em si mesmo. Isto seria possível quando: estivesse dentro dos limites do jardim do Éden [Gn 2.15]; e, obedecesse a ordem de não comer da árvore do conhecimento do bem e o mal [Gn 2.17]. Agindo desta maneira, o homem estaria “mantendo” tudo como DEUS o criou (isso ficou bom).

CONCLUSÃO

Tudo que Deus tinha feito era magnificamente perfeito. Não havia nada para fazermos em vista desta perfeição, além de mantê-la. Desta forma, podemos nos lembrar da oração que Jesus nos ensina, quando diz “santificado seja o teu nome… faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu.” [Mt 6.9-10].

Estamos numa situação difícil, porém, grandiosa em todos os aspectos. Difícil porque, hoje – por causa do pecado, nos encontramos em grande luta. Essa luta não é contra a carne ou sangue; mas, “contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” [Ef 6.10-12]. Ao mesmo tempo, está situação é grandiosa em todos os aspectos porque, “sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno” [1Jo 5.19]; isto significa que Deus permanece em nós, pelo seu Espírito, nos ajudando e nos mantendo na sua imagem e semelhança. Ele nos mantem firmes e constantes na fé; Ele nos ajuda em nossas fraquezas; Ele, em Cristo Jesus, nos  livra do mal [Gl 5.1; 1Co 15.58, 16.13; 2Co 12.9; Rm 8.26-27; Cl 1.23; 2Ts 2.15; Tg 5.11; 1Pe 5.9; At 14.22; Rm 5.2; 2Tm 4.18].

Publicado por Pr. Luiz de Souza

Não ousaria me definir em frases prontas ou palavras que prefiguram alguém que ainda esta em construção. Vivo para que Deus seja conhecido e busco conhecer cada vez mais esse Deus. Minha gratidão é plena ao ser alcançado e resgatado por Jesus, e por isso vivo para que Ele cresça e eu diminua cada vez mais. Pois "A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo". [Ef 3.8]

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