O desafio Missional da Igreja

Marcos 16.15 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

INTRODUÇÃO

Talvez esse seja um dos assuntos mais falado e comentado no meio do povo de Deus. Ele está tão associado à vida cristã que temos um culto especifico em nossa agenda para tratar desse assunto crucial e desafiador para a igreja do Senhor Jesus.

Conhecemos bem essa missão que é dada a nós, que professamos pela fé, a Cristo Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas. Entendemos a urgência da proclamação desse evangelho; sabemos dos perigos que essa missão traz aos que se propõe a proclamar com exatidão, as riquezas insondáveis desse evangelho; e, ainda assim, temos falhado com essa tarefa simples e complexa ao mesmo tempo.

O Senhor Jesus nos deixou uma ordenança que é completamente desafiadora e satisfatória, não apenas no sentido de que estamos numa missão especial dada diretamente pelo Filho de Deus; mas, porque também é, uma oportunidade de glorificarmos a Deus e expressarmos nossa fidelidade, obediência e temor.

“Não há satisfação maior do que podermos honrar a Deus glorificando o Seu santo nome; expressar nossa fidelidade única e exclusiva ao Senhor dos senhores; e também, demonstrar obediência e temor à Sua Palavra, que é viva e eficaz” [Pr. Luiz Henrique].

Quando pensamos na missão do cristão logo vêm a nossa mente esse texto de Marcos 16.15 tão conhecido, memorizado, encenado, cantado, incentivado e anunciado; mas, pouco entendido, compreendido e principalmente, pouco praticado.

Essa é a realidade da igreja nos dias atuais; onde muito se fala e faz sobre a missão, mas pouco se “vive” a missão.

Nós falamos muito sobre a missão de pregar o evangelho. Falamos muito sobre a contribuição para essa missão. Falamos muito sobre o “Ide” dessa missão. Falamos muito sobre interceder pelos que foram. Nós até falamos que não podemos ir e tão pouco contribuir, mas podemos orar e incentivar os que foram e os que querem ir.

Em alguns momentos até fazemos missões. Na assistência aos necessitados em bairros carentes. Fazemos missões quando contribuímos mensalmente com uma oferta que será destinada a algum missionário que está no campo. Fazemos missões quando oramos e intercedemos pelos que estão na eminência de ingressar no campo missionário ou por aqueles que já estão.

Em vista de tudo isso, podemos louvar a Deus pelo despertamento para a prática dessas atividades e atitudes; mas, a pergunta que fica no ar é a seguinte: Será que estamos vivendo a missão que nos foi dada?

Para responder a esse questionamento precisaremos nos voltar para as palavras de Jesus Cristo aos seus discípulos quando lhes instrui sobre o que deveriam fazer, uma vez que foram alcançados pelo evangelho da salvação, e, comissionados para o cumprimento de uma missão, que deu inicio no Jardim do Éden, quando Deus cria o homem a Sua imagem e semelhança e lhes dá uma ordem.

“Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhes deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” [Gn 2.15-17].

Pelo menos quatro verdades estavam implícitas na ordenança de Deus ao homem:

  1. Deus toma o homem criado a sua imagem e semelhança (santo) e o coloca no jardim (paraíso) para apenas cultivar e o guardar “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar”.

Aqui fica claro que Deus estava dizendo ao homem que ele tinha ali, no jardim, o suficiente para o seu sustento e que precisava que ele apenas mantivesse tudo em ordem.

  1. Deus, ao dar a ordem ao homem, estava pedindo que exercesse a sua obediência a Ele “E o SENHOR Deus lhes deu esta ordem”.

Ao chamar o homem e lhes transmitir uma ordem, Deus estava lhes mostrando que somente a Ele devesse obediência.

  1. Deus limita a ação do homem quanto ao seu livre arbítrio.

Embora ele fosse livre pra ir e vir quando quisesse, o homem tinha limites dado por Deus. Deus disse: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás”. Aqui, nós encontramos os limites que Deus dá ao homem.

  1. Deus mostra claramente ao homem que Ele é a fonte de vida “porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

Fora de Deus não há vida; somente destruição e morte. Em Deus estamos protegidos dos ataques do Diabo; fora de Deus estamos vulneráveis e passíveis de destruição.

O cumprimento fiel e total desta missão estava relacionado ao fato de que “Deus é o nosso SENHOR e Criador; que nos sustenta e nos abençoa com toda sorte de benção espiritual”; sendo assim, ao cumprir esta missão, não estávamos apenas obedecendo, mas, também glorificando a Deus.

Quando esse princípio é quebrado, por causa da desobediência e o desejo de saber tanto quanto Deus sabe, perdemos então a aliança que tínhamos com Deus; pois “o salário do pecado é a morte…” [Rm 6.23a]. Essa verdade não pôde ser omitida.

“…Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Deus” [Rm 6.23b].

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” [Rm 5.8].

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” [Rm 5.1].

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” [Rm 8.1].

Essa é a grande mensagem do evangelho de Jesus. A mensagem não só de salvação, mas também de reconciliação do homem com Deus. A boa notícia do evangelho é que, em Cristo Jesus, temos paz com Deus.

O evangelho de Jesus Cristo nos converte para uma vida de glorificação e honra a Deus. Esse evangelho nos transporta de uma vida escrava pelo pecado a uma santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Baseado nesse entendimento, podemos pensar de forma correta sobre a verdadeira missão, que é nossa, igreja do Senhor.

Em suas ultimas orientações aos seus discípulos, Jesus lhes disse que, ao descer o Espírito Santo sobre eles, seriam revestidos de poder para testemunharem em Jerusalém, como em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra [At 1.8].

Esse testemunho não partiria de presunções particulares que teriam, mas, unicamente de uma instrução que receberam diretamente de Jesus Cristo a respeito da Nova Aliança em Seu sangue, e que o Espírito Santo de Deus os capacitaria e revestiriam com poder para anunciar as riquezas insondáveis do Evangelho de Jesus.

Por isso, a igreja não pode se calar. Não fomos reconciliados com Deus e salvos em Jesus para ficarmos num estado de estagnação espiritual.

Não fomos comissionados para uma vida isolada deste mundo e blindada da realidade que nos rodeia, em relação aos modismos, mundanismos, secularismos e outros movimentos que tem difamado e deturpado a verdade plena do evangelho.

CONCLUSÃO

Fomos chamados, comissionados, capacitados e enviados pelo próprio Jesus Cristo quando reconciliados para Deus. Por isso, a missão é nossa.

Essa missão tem como primazia a glorificação a Deus, por meio de seus filhos, em Cristo Jesus.

A missão nos impulsiona a proclamar as boas novas de salvação a toda a criatura; mesmo que pra isso tenhamos que ir, contribuir, interceder e principalmente, testemunhar da plena transformação que o evangelho de Jesus trouxe para nossas vidas.

Quando entendemos essa verdade sobre a missão, então teremos mais pessoas glorificando a Deus com toda a sinceridade de coração, reconhecendo que “Ele é o Senhor”; como também, teremos muito mais pessoas proclamando com sinceridade, seriedade, fidelidade e temor, que “Ele é o Salvador de nossas vidas”.

Que Deus em Cristo nos abençoe a ajude a proclamar, a tempo e fora de tempo, as riquezas insondáveis do evangelho, e sejamos suas testemunhas fieis, para o mundo. Amém!

 

Publicado por Pr. Luiz de Souza

Não ousaria me definir em frases prontas ou palavras que prefiguram alguém que ainda esta em construção. Vivo para que Deus seja conhecido e busco conhecer cada vez mais esse Deus. Minha gratidão é plena ao ser alcançado e resgatado por Jesus, e por isso vivo para que Ele cresça e eu diminua cada vez mais. Pois "A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo". [Ef 3.8]

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