Jesus é “Cristo”, Cristo é “Jesus”.

O TESTEMUNHO APOSTÓLICO

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joão

INTRODUÇÃO

A epístola do apóstolo João se faz necessária para a vida cristã no sentido de ajudar, esse cristão, a combater as heresias dos falsos mestres e reafirmar a confiança dos cristãos, em sua fé, em Jesus.

Está epístola provavelmente foi escrito por volta dos anos 85 e 90 d.C., pelo apóstolo João na cidade de Éfeso onde ele servia como pastor.

A carta não contém título e não foi escrita para nenhuma igreja em particular. Mas foi enviada como carta pastoral para várias congregações de gentios e também a cristãos de todos os lugares, em todos os tempos. Portanto, está carta também é plenamente dirigida e necessária a nós, hoje.

Nesse tempo o apóstolo João já era muito idoso e talvez o único apóstolo vivo. Ele ainda não havia sido enviado para ilha de Patmos, onde viveria como um exilado.

O contexto desta carta está relacionado ao surgimento de falsos mestres ensinando falsas doutrinas concernentes ao cristianismo. Esses falsos mestres penetraram entre os cristãos de Éfeso, negando a encarnação de Cristo. Éfeso localizava-se dentro do centro intelectual da Ásia Menor.

O apóstolo Paulo já havia advertido e alertado, anos antes, essa mesma igreja quanto aos falsos mestres, oriundos das próprias fileiras da igreja, ou seja, pessoas de dentro da igreja se levantariam impregnando atmosfera de tendências filosóficas, contaminando a igreja com falsas doutrinas e pervertendo o ensinamento apostólico [At 20.25-30].

Esses falsos mestres defendiam novas ideias, as quais mais tarde tornaram-se conhecidas como “gnosticismo” (movimento religioso de caráter sincrético e esotérico; conhecimento místico das verdades divinas). O gnosticismo foi à heresia mais perigosa das que ameaçaram a igreja antiga durante os primeiros séculos.

Um dos posicionamentos dos falsos mestres – entre eles temos o filósofo Platão e Cerinto; ambos negavam a verdadeira humanidade de Jesus e afirmavam que o Seu corpo físico não era real e somente “parecia” ser físico.

Outro posicionamento herético desses falsos mestres era que o “espirito” de Cristo desceu sobre o Jesus humano durante o seu batismo, mas o deixou pouco antes de sua crucificação.

O pensamento desses falsos mestres quanto ao “corpo” e ao “espirito” era tão duvidoso que eles afirmavam que: O “corpo” é essencialmente mal, portanto, deve ser tratado severamente; Já o “espirito” é provido de toda sorte de bondade. Pensando desta forma eles diziam que os pecados cometidos no corpo não afetam em nada o espirito da pessoa. Portanto, Jesus homem foi punido pelos pecados da humanidade e o seu espirito permaneceu puro. Pra eles, quando Jesus ressuscita, Ele o faz sem o seu corpo que estava os pecados da humanidade toda, e somente seu espirito ressurge dos mortos.

Essa forma de pensar negava a humanidade de Jesus plenamente, diferente do que as Escrituras nos ensinam e comprovam.

O apóstolo João escreve essa carta para corrigir os sérios erros desses falsos profetas. Esse exemplo que o apóstolo João nos deixa, serve para nos orientar que precisamos combater os falsos ensinos heréticos que surgem e surgirão a respeito de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo.

A carta de João não tem outra função do que combater as heresias e encorajar os cristãos há permanecerem firmes na fé e que tenham plena certeza que Jesus é o Filho de Deus encarnado.

A centralidade da carta de João está bem definida no Cap. 5 versículo 13 onde diz: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” [1Jo 5.13].

Vejamos algumas informações e instruções do apóstolo João para os cristãos de sua época e também para nós, nos dias de hoje, para podermos estar aptos para o combate dos falsos mestres com suas heresias.

I. JESUS É O VERBO REVELADO [1Jo 1.1]

O apóstolo João está neste momento se deparando com falsas doutrinas a respeito do Cristo – o Filho de Deus, onde negavam a sua verdadeira humanidade.

O cristianismo já estava já existia há mais de uma geração e os cristãos estavam espalhados por todo o império Romano. João enfrentou uma acirrada perseguição à igreja, mas seu maior problema foi enfrentar os hereges que se levantaram de dentro da igreja.

João inicia sua primeira carta às igrejas de um modo semelhante à maneira como iniciou o seu Evangelho, enfatizando que Cristo (“a Palavra da vida”) é eterno. Que Deus entrou no mundo como ser humano; e que ele, João, era uma testemunha ocular da vida de Jesus, e que esse Jesus veio como luz e vida aos homens.

O apóstolo João pode falar de Jesus, como o Verbo revelado, com muita propriedade por pelo menos quatro motivos cruciais:

  1. Ele foi um dos doze apóstolos [Mt 4.18-22];
  2. Ele foi um dos três mais chegados (Pedro, Tiago e João);
  3. Ele foi testemunha ocular da transfiguração de Jesus [Mt 17.1-8];
  4. Ele foi o discípulo amado de Jesus [Jo 20.21; 24].

O apóstolo João esteve presente durante todo o ministério de Jesus aqui na terra e seu testemunho é verdadeiro, como está escrito: “Este é o discípulo que dá testemunho a respeito destas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro” [Jo 21.24].

O testemunho de João é que “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” [Jo 1.14].

João combate esta heresia dos falsos mestres não só afirmando com suas palavras a respeito do Verbo Revelado, mas comprovando com o seu testemunho. Ele diz: “O que era desde o principio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam…” [1Jo 1.1]; …e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” [Jo 1.14].

II. JESUS É O VERBO MANIFESTADO [1Jo 1.2]

João combate as heresias dos falsos mestres dizendo que além de visto Jesus com os seus próprios olhos, ele também teve experiências com Cristo, o Filho de Deus.

Jesus se manifestou aos seus discípulos. João encontrou-se com Jesus face a face. Ele e os demais apóstolos ouviram as Palavras de vida eterna do grande Mestre. Ele comtemplou a grandeza e majestade de Jesus quando curava os enfermos; quando expulsava os espíritos malignos das pessoas; quando Jesus demonstrava o grande amor pelos cansados, sobrecarregados e oprimidos, trazendo descanso e alívio para as suas vidas.

Esse Jesus do qual o apóstolo João dá testemunho veio trazendo vida e luz para os homens. Ele trouxe vida para aqueles que estavam mortos em seus delitos e pecados. Ele trouxe luz para aqueles que estavam em trevas, e essa luz não era uma luz comum como os homens possuíam, mas uma luz que ilumina as trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.

Jesus foi manifestado aos homens em forma corpórea e seus discípulos puderam contemplar aquele que “era desde o princípio”, do qual todas as coisas foram feitas e sem Ele, nada do que foi feito se fez [Jo 1.4].

João combate a heresia de que Jesus foi um homem bom com um espirito divino, mas que seu corpo pereceu com sua morte na cruz. Ele diz que “a vida se manifestou… a vida eterna, a qual estava com o Pai…” [1Jo 1.2]. “O que era desde o principio…”, “… foi manifestado” [1Jo 1.1-2].

III. JESUS É O VERBO COMPARTILHADO [1Jo 1.3-4]

Uma vez experimentada essa Vida, que é Cristo Jesus, nasce o desejo de compartilhá-la com outros. Era exatamente esse o desejo do apóstolo João “anunciar” a todos os seus leitores no primeiro século.

João escreve esta carta para compartilhar Cristo conosco visando pelo menos dois propósitos:

  1. Para que tenhais comunhão [v. 3].

A vida em comunhão é algo crucial na vida do cristão. Em toda a Escritura Sagrada podemos perceber esse aspecto na vida da igreja.

A igreja primitiva nos dá exemplo de que estar em comunhão significa simplesmente “ter tudo em comum”. Mas em primeiro lugar essa comunhão partir de um novo relacionamento com Deus.

Como pecadores, os seres humanos não têm coisa alguma em comum com o Deus santo. Mas, em sua graça, Deus enviou Cristo para ter algo em comum com esses homens.

Jesus Cristo assumiu a forma de homem para ser o cordeiro perfeito em sacrifício a Deus, em favor do homem pecador. Ele levou os pecados deste homem sobre o Seu corpo Humano.

Nesta carta o apóstolo João explica o segredo da comunhão com Deus e com os outros cristãos. Esse é o primeiro motivo que o apóstolo menciona para escrever a epístola: “para que mantenhais comunhão conosco”.

  1. Para que tenhais alegria [v. 4].

A comunhão é a resposta de Cristo para a solidão da vida. A alegria é sua resposta para o vazio da vida.

A alegria não é algo que as pessoas realizam para si mesmas, mas sim um dos resultados da comunhão com Deus. Davi conhecia muito a bem a alegria que apóstolo João está falando, pois ele diz “… na Tua presença há plenitude de alegria…” [Sl 16.11].

O pecado é, fundamentalmente, a causa da infelicidade que predomina no mundo de hoje. O pecado promete alegria, mas sempre produz tristeza. O pecado traz prazeres transitórios – duram apenas algum tempo. Os prazeres de Deus são eternos – duram para sempre “na Tua destra, delícias perpetuamente” [Sl 16.11].

CONCLUSÃO

Podemos concluir essa mensagem tirando algumas lições do posicionamento do apóstolo João.

  1. A igreja deve estar plenamente consciente de que Jesus é o nosso Cristo. Jesus é o ungido de Deus. Ele é o Verbo vivo de Deus que se fez carne e habitou entre nós. Que foi morto, mas ressuscitou ao terceiro dia;
  2. Os cristãos precisam estar plenamente conscientes que esse Jesus se manifestou como o Filho de Deus e que também veio em carne, assim como nós. Teve fome, sede, cansaço e todas as limitações humanas, mas não pecou. Manteve-se sem pecar [Hb 4.15];
  3. A igreja precisa combater as falsas heresias concernentes ao Reino de Deus e principalmente ao próprio Deus e a Jesus Cristo. Não podemos nos calar diante dos falsos ensinos, não podemos fingir que não estamos vendo;
  4. Os cristãos precisam entender que temos uma missão para ser realizada – neste mundo. Ser “testemunha” de Cristo;
  5. A igreja precisa viver e compartilhar a comunhão com Deus e uns com os outros.

Publicado por Pr. Luiz de Souza

Não ousaria me definir em frases prontas ou palavras que prefiguram alguém que ainda esta em construção. Vivo para que Deus seja conhecido e busco conhecer cada vez mais esse Deus. Minha gratidão é plena ao ser alcançado e resgatado por Jesus, e por isso vivo para que Ele cresça e eu diminua cada vez mais. Pois "A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo". [Ef 3.8]

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