Jesus, o Verbo de Deus!

João 1.1-5.

INTRODUÇÃO

O objetivo central do texto do Evangelho de João é: 1) provar a divindade de Jesus, como Filho de Deus; 2) provar a existência de Jesus desde antes da fundação dos tempos. 3) Mostrar ao mundo que Jesus é o verdadeiro Messias e Salvador.

deus2b1920292060_nLevando em consideração essas afirmações, o autor do livro (inspirador pelo Espírito Santo) nos faz revelações importantíssimas a respeito deste Jesus, o Filho de Deus.

O texto que lemos trata de as mais belas e reveladoras afirmações a respeito de Jesus. Um escritor e filosofo desconhecido do passado disse que estes primeiros versículos do Evangelho de João mereciam ser escritos com letras douradas.

Outro escritor do passado Francis Junius, ao escrever sobre a história de sua vida, disse que nesse texto ele encontrou declarações fortes e reveladoras a respeito do Deus que se fez carne e habitou entre nós. Essas verdades foram tão fortes e essenciais na vida dele que, ao ler esses versículos, sua vida foi impactada e convertida a Cristo, como seu Salvador e Senhor.

Mateus escreveu especialmente a seus compatriotas judeus e enfatizou que Jesus de Nazaré havia cumprido as profecias do Antigo Testamento. Marcos escreveu aos romanos atarefados e, enquanto Mateus enfatizou o caráter de Rei de Jesus, Marcos apresentou o Servo ministrando ao povo necessitado. Lucas escreveu seu Evangelho aos gregos e lhes apresentou o Filho do Homem, o salvador compassivo.

Mas coube a João, o discípulo amado, escrever um livro tanto para judeus quanto para gentios, apresentando Jesus como o Filho de Deus. Ele enfatizou que Jesus não apenas cumpriu as profecias do Antigo Testamento, mas também seus tipos e sombras.

Buscaremos, nesses textos Bíblicos, observar e extrair os princípios de Deus para nossa vida, e trazer ao nosso entendimento a Majestade e Jesus, para que possamos reverenciá-lo e adorá-lo como tal.

I. JESUS É O VERBO ETERNO. [v. 1a]

Quando João menciona “o Verbo” ele está se referindo a Cristo. O versículo inicia dizendo que “No princípio era o Verbo”. Essa passagem nos diz claramente que Jesus já existia desde o princípio, não por ter um princípio como criatura, mas por ser eterno. Ele já existia quando todas as coisas foram criadas.

O texto nos diz que no princípio Ele “era”, ou seja, já existia. Jesus não passou existir como o mundo foi criado. Ele não começou a existir quando os céus e a terra foram formados.

Ele não tem um começo e fim como a criação. Ele é eterno, é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Ele É e sempre SERÁ o Senhor de todas as coisas. Em Hb 13.8 o autor nos diz que: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre”. Em Cl 1.17 o apóstolo Paulo nos diz que: “Ele é antes de todas as coisas…”.

O Jesus que fez maravilhas no passado é o mesmo até hoje. Ele não muda. Ele continua sendo o mesmo, seu poder é o mesmo. É indubitavelmente a existência de Jesus antes de todas as coisas, existirem.

II. JESUS É O VERBO DISTINTO DE DEUS, O PAI, E AINDA ASSIM, É UM COM ELE. [v. 1b-2]

João nos diz que “o Verbo estava com Deus”. O Pai e o Verbo, embora sejam duas pessoas, são ligados por uma união inefável. Onde quer que o pai estivesse, ali também estava o Verbo, o Deus Filho – iguais em glória, co-eternos em majestade, mas uma só Divindade.

“Ele estava no princípio com Deus” [v. 2]. No livro de Gn 1.1 nos diz que “No princípio criou Deus os céus e a terra”. O mundo originou-se de Deus, foi criado por Ele e o Verbo estava com Ele em termos de Essência e substância, pois o Verbo era Deus; em ação com Deus. Jesus é a Palavra suprema de Deus. A maior expressão de Deus aos Homens é Jesus – O Filho de Deus.

Paulo nos diz em Ef 3.8-9 que a ele foi dada a graça de anunciar aos gentios, as riquezas insondáveis de Cristo. E que esse Verbo (Jesus Cristo) sempre esteve oculto em Deus, o qual é mistério desde os séculos passados, e que esse mistério lhe foi dado a conhecer para que fosse anunciado e proclamado.

Jesus não é meramente um anjo criado ou um ser inferior a Deus – o Pai. Ele não é menos que o Deus perfeito; Ele é igual ao Pai, no que concerne à sua divindade; Ele é Deus, possuindo a mesma natureza que o Pai e existindo antes da fundação do mundo.

Quando afirmamos que Jesus é o verbo eterno de Deus e que já existia antes de todas as coisas, e que esse Verbo é Deus – DISTINTO do Pai, e ainda assim UM com Ele, também podemos dizer que Ele é o Verbo criador de todas as coisas, e isso nos leva a extrair um terceiro princípio desse texto.

III. JESUS É O VERBO CRIADOR. [v.3]

Sem dúvida encontramos um paralelo entre Jo 1.1 e Gn 1.1, a “nova criação” e a “antiga criação”. Deus criou o mundo por meio de sua Palavra: “Disse Deus” […]. Em Sl 33.9 nos diz que “Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir”. Deus criou todas as coisas por meio de Jesus Cristo [Cl 1.16], isso significa que Jesus não é um ser criado, como dizem muitos hereges por aí, Ele é o Criador.

Ele é o ser que fez o universo e tudo o que nele há. O salmista nos diz “Louvem o nome do SENHOR (Y ̂ehovah o nome próprio do único Deus), pois mandou, e [logo] foram criados”. [Sl 148.5 (ACF)]

Ainda no livro de Salmos encontramos o versículo que diz: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles”. [Sl 33.6 (ARA)]

Jesus Cristo é a Palavra (logos – os ditos de Deus) [Jo 1.1 (NVI)], o Verbo. Jesus é o Verbo criador de todas as coisas. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem Ele, nada do que foi feito se fez; pois d’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. [Jo 1.3; Rm 11.36]

IV. JESUS É O AUTOR DA VIDA E A LUZ DO MUNDO. [v.4-5]

A vida e luz estavam originalmente n’Ele, pois “Nele estava a vida e a luz”. Ele tem a vida em si. Ele não somente é o Deus verdadeiro, mas é o Deus vivo. Ele é a fonte eterna, e somente dela os filhos dos homens têm recebido vida.

Jesus não somente tem vida e dá vida, mas também é vida, pois Ele diz que é “O caminho, a verdade e a vida” [Jo 14.6]. Precisamos compreender com mais detalhes o sentido de Jesus ter vindo ao mundo, sendo Ele a Vida e a Luz. Vejamos:

  1. Jesus é a vida para os homens que estão mortos. Essa grande verdade nos ensina que, os homens foram criados por Deus, com fôlego de vida, e essa vida estava perfeitamente em harmonia com o próprio Deus. Mas, uma vez que o homem se corrompeu com o pecado, sua vida adoeceu. Agora essa vida tem perdido a sua essência, não em si mesma, mas no homem, que agora está morto diante de Deus.

O pecado trouxe separação entre Deus e os homens, isso é conhecido por todos nós. Mas, esse pecado também nos trouxe morte espiritual. Em Ef 2.1 nos diz que “Ele nos deu vida, estando vós mortos em vossos delitos e pecados”. Em Rm 6.23 nos que “… o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

  1. Jesus é luz para os homens que estão em trevas. Essa é outra grande verdade para nós. Jesus é a luz que resplandece sobre as trevas.

Jesus diz os seus discípulos “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” [Jo 8.12]. Ele é a luz que nos conduz, em meio às trevas, para a presença de Deus. Ele é a luz que ilumina nosso caminho. Essa luz resplandece, ou seja, que brilha nas trevas.

CONCLUSÃO

Jesus se fez carne e habitou entre nós porque o mundo estava sem luz, às trevas estavam dominado tudo o que Deus havia criado. Jesus veio trazer vida aos homens porque eles estavam mortos, separados de Deus. Já não mais havia vida entre eles.

A vinda de Jesus Cristo ao mundo foi à aurora de um novo dia para o ser humano [Lc 1.78-79]. A luz de Jesus iluminou o caminho dos homens para que eles pudessem retornar a Deus. Jesus ao vir até nós fez um caminho com qual, não poderíamos ir, sem que Ele nos guiasse.

Publicado por Pr. Luiz de Souza

Não ousaria me definir em frases prontas ou palavras que prefiguram alguém que ainda esta em construção. Vivo para que Deus seja conhecido e busco conhecer cada vez mais esse Deus. Minha gratidão é plena ao ser alcançado e resgatado por Jesus, e por isso vivo para que Ele cresça e eu diminua cada vez mais. Pois "A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo". [Ef 3.8]

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