APRENDENDO A ORAR COM JESUS

Mateus 6.9-15.

INTRODUÇÃO

É de extrema importância a necessidade de orar na vida do cristão. A oração nos aproxima de Deus. Ela nos permite expor nossos anseios diante do Pai. Com a oração, falamos diretamente com Deus. Não precisamos mais levar nossas suplicas a intermediários. Cristo Jesus com o seu sacrifício na cruz nos possibilitou um acesso direto a Deus.

Jesus nos ensinou a orar e nos deu exemplo de vida de oração. Em todo tempo que Ele estava com seus discípulos, lhes ensinou a orar e mostrou uma vida regada pela oração.

É muito importante conhecer as Escrituras Sagradas, é importantíssimo adorar a Deus, mas uma vida sem oração é uma vida morta espiritualmente. A oração é a chave para o avivamento cristão.

O reverendo Hernandes Dias Lopes em seu livro – Avivamento Urgente diz que:

 “Falta de oração é um sintoma, não uma causa; A causa é frieza espiritual, é ausência de amor a Deus”.

Quando não mais nos prostramos diante de Deus em oração, nossa vida espiritual já está morta há muito tempo. A oração a Deus reacende a chama da adoração na vida do crente. Ela possibilita uma vida em fervor com Deus.

Jesus nos ensina a orar sem nunca esmorecer [Lc 18.1]. Temos entusiasmo pra começar uma reunião de oração, mas desistimos com muita facilidade. A dificuldade da igreja não é orar, mas perseverar na oração.

A oração não deve ser feita de qualquer forma, pois não estamos falando com qualquer um, estamos falando com o autor da Vida. Jesus nos ensina a orar como convém [Rm 8.26], pois até nessa parte precisamos da orientação de nosso Senhor para não errarmos.

 I. (Mt 6:9 [ARA]) – A QUEM DEVEMOS ORAR.

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”;

 Não devemos clamar a santos ou anjos, mas exclusivamente ao Pai, o Pai eterno, o Senhor dos céus e da terra.

Podemos chamá-lo de Pai no sentido de ser Ele o nosso criador. Podemos também chama-lo de Pai nos sentido mais amplo da palavra, pois Ele, em seu Filho Jesus Cristo, nos reconciliou consigo mesmo [Cl 1.20-22].

A sentença que diz “santificado seja o Teu nome”, não está condicionada a santificação do próprio Deus. Essa sentença diz respeito a nós, como filhos de Deus. Precisamos fazer com que o nome de Deus seja santificado pelas nossas ações diante das pessoas e de Deus.

Quando rogamos santificado seja o Teu nome estamos dizendo que os atributos de Deus, comunicados conosco, tornem em evidência a santidade dEle em nós, tais como: sabedoria, justiça, misericórdia, o seu poder e etc.

II. (Mt 6:10 [ARA]) – O QUE DEVEMOS DESEJAR.

venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”;

 Por “teu reino” entendemos, primeiramente, o reino da graça que Deus estabelece e mantém no coração de todos os membros vivos do corpo de Cristo, por meio de seu Espírito e de sua Palavra.

O cristão precisa ansiar pelo cumprimento do reino de Deus. O reino de Deus consiste na obra redentora de Cristo. O reino de Deus diz respeito ao evangelho pleno do Senhor. O reino de Deus consiste na restauração do homem diante de Deus.

Na oração Jesus diz ao Pai para que “faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu”. A vontade de Deus deve sempre prevalecer na vida do cristão, pois os pensamentos e o seus caminhos são mais altos que os nossos [Is 55.9].

Nossos pensamentos e planos devem sempre estar sobre a dependência da vontade de Deus, que é soberana no céu e na terra.

III. (Mt 6:11 [ARA]) – O QUE É NECESSÁRIO.

o pão nosso de cada dia dá-nos hoje”;

 Essa parte da oração Jesus nos ensina a pedir somente o que é necessário para “hoje”. Temos o habito de orar por coisas que ainda irão acontecer no futuro, ou não. Muitas vezes esquecemo-nos de orar por aquilo que é essencial para o agora.

Somos aqui ensinados a reconhecer a nossa inteira dependência de Deus para o suprimento das nossas necessidades diárias. Aqui encontramos um elemento essencial para nos manter bem alimentados no dia-dia, o pão.

O pão é um alimento que faz parte na refeição diária de quase todos. Ele foi suficiente para o povo do Egito [Sl 105.40]. A nação de Israel foi alimentada diariamente com o pão que desceu do céu. Esse pão foi o necessário para saciarem a sua fome.

No evangelho de João 6.51 Jesus nos diz que Ele é o Pão vivo que desceu do céu. Esse pão veio; se fez carne e habitou entre nós. Precisamos desejar esse pão que é suficiente para nossas vidas, hoje.

IV. (Mt 6:12 [ARA]) – O QUE PRECISAMOS.

e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”;

 Confessamos que somos pecadores e que precisamos receber diariamente o perdão de nossas transgressões. Esta é uma parte da oração do Pai Nosso que merece ser especialmente relembrada.

Quando pedimos perdão de nossos pecados, estamos reconhecendo que somos pecadores, conforme as Sagradas Escrituras nos dizem em Rm 3.23. Ela condena toda justiça-própria e auto-justificação.

Somos aqui instruídos a mante um hábito contínuo de confissão junto ao trono da graça; e um hábito contínuo de buscar misericórdia e remissão. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. [1 Jo1.9]

Ao mesmo tempo em que precisamos de perdão de nossos pecados, também precisamos perdoar aqueles que nos ofendem [Mt 6.14-15].

Nossa relação com Deus também está associada à nossa relação com o próximo. Tudo aquilo que esperamos da parte de Deus, precisamos estar preparados para fazer àqueles que necessitam, e principalmente, àqueles que nos ofendem.

Jesus ensina essa verdade em Mt 24.31-46 quando ele fala sobre o grande julgamento. Nesse dia Ele dirá àqueles que lhe destes de comer – quando teve fome; lhe deste de beber – quando teve sede; lhe hospedou em sua casa – quando era forasteiro; lhe vestiu – quando estava nu; lhe visitas-te – quando esteve doente; foste ver-me – quando estive preso. “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”.

Quando foi isso? Sempre que o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

V. (Mt 6:13 [ARA]) – O QUE É ESSENCIAL

“e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém”!

 Nessa parte da oração, Jesus nos ensina que a todo o momento podemos ser enganados e cair em transgressão. Ela nos instrui a confessar nossas debilidades, e a buscar a Deus para nos sustentar e não nos deixar andar em pecado.

Essa oração nos mostra que não há vida sem as tentações. Não existe guerra sem batalha. Não podemos no ausentar de viver uma vida isolada das tentações ou tribulações, pois elas contribuem para o nosso crescimento.

São extremamente essenciais para nossas vidas as tentações, por vários motivos.

  1. Elas nos aproximam mais de Deus;
  2. Elas nos mostram que não estamos pontos, e que ainda há muito que aprender;
  3. Elas provam a nossa fé;
  4. As tentações nos mostram que estamos no caminho certo. Se somos tentados, é porque estamos andando na contramão do pecado.

Jesus não nos ensina a orar pedindo que as tentações não existam e que tenhamos uma vida fácil. O que Ele nos ensina é pedir ao Pai, que não nos deixar cair em tentação, mas livra-nos do mal.

CONCLUSÃO

Somente Deus, na pessoa de Jesus, pode fazer isso por nós, pois o Reino pertence a Ele, Ele tem todo o poder, a glória é exclusiva de dele para todo o sempre. Amém!

Publicado por Pr. Luiz de Souza

Não ousaria me definir em frases prontas ou palavras que prefiguram alguém que ainda esta em construção. Vivo para que Deus seja conhecido e busco conhecer cada vez mais esse Deus. Minha gratidão é plena ao ser alcançado e resgatado por Jesus, e por isso vivo para que Ele cresça e eu diminua cada vez mais. Pois "A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo". [Ef 3.8]

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